O que se come no Haiti? Conheça a culinária do adversário do Brasil na Copa do Mundo

O que se come no Haiti? Conheça a culinária do adversário do Brasil na Copa do Mundo


“O clima tropical, muito comum na América Central e no Caribe, favorece a produção de frutas, tubérculos, arroz, cana-de-açúcar e diversas especiarias. É por meio desses ingredientes que as receitas se desenvolvem e ajudam a contar a história da gastronomia local”, explica Angelo Magno, chef e professor do curso de Gastronomia da UNINASSAU Recife, campus Graças.

O que se come no Haiti? Conheça a culinária do adversário do Brasil na Copa do Mundo — Foto: Shutterstock

Segundo o especialista, os africanos trouxeram técnicas de fritura, ensopados e o uso de ingredientes como quiabo, feijões e banana-da-terra. Já os franceses introduziram pães, molhos, técnicas culinárias mais refinadas e a confeitaria.

Um dos elementos centrais da cozinha haitiana é o Epis, tempero-base preparado com alho, cebolinha, pimentão, tomilho, pimenta e suco cítrico. Semelhante ao refogado brasileiro, essa pasta aromática serve como ponto de partida para diversos pratos típicos do Haiti e é responsável por grande parte da identidade de sabor da culinária local.

“Dos pratos típicos haitianos destaco o griot: prato mais famoso do Haiti, consiste em cubos de carne suína marinada com Epi, depois frito e servido com arroz, banana frita e pikliz (uma conserva picante e agridoce)”, cita o professor.

Outro prato emblemático do Haiti é o Diri ak Djon Djon, um arroz preparado com cogumelos negros que dão nome à receita. Considerado uma iguaria no país, ele costuma ser servido em ocasiões especiais e celebrações familiares

Rival do Brasil na Copa, Haiti tem culinária marcada por resistência e tradição — Foto: Shutterstock

Já a Soup Joumou, conhecida como a “sopa da independência”, é preparada com abóbora, carne bovina, macarrão, batatas, cenoura e repolho. O prato tem grande importância histórica, pois, durante o período colonial, era reservado à elite francesa. Após a independência do Haiti, em 1804, a sopa passou a simbolizar a liberdade e a resistência do povo haitiano, tornando-se um dos maiores ícones da identidade nacional.

Outro fato curioso destacado pelo professor Angelo Magno é a forte tradição na produção e comercialização de rum na região do Caribe, impulsionada pelo cultivo de cana-de-açúcar herdado do período colonial. O Haiti produz rótulos de grande qualidade e reconhecimento regional. A bebida também serve de base para o **crémas**, um licor típico haitiano preparado com rum, leite condensado, leite de coco e especiarias, amplamente consumido em festas e celebrações.

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