Durante a digestão, os alimentos precisam ser totalmente quebrados e absorvidos no intestino delgado. Quando isso não ocorre, essas partículas chegam ao intestino grosso, onde as bactérias fermentam esses resíduos. Esse processo é natural, mas quando está aumentado, leva à produção excessiva de gases, distensão abdominal e desconforto. A dra. Hérika Ferreira falou mais sobre o assunto e tirou algumas dúvidas frequentes sobre gases; confira:
Intolerâncias alimentares podem aumentar a produção de gases
Na intolerância à lactose, o organismo não produz lactase suficiente para digerir o leite, o que aumenta a fermentação e os gases. No caso do glúten, é importante diferenciar: pode ser doença celíaca, sensibilidade ao glúten ou apenas dificuldade digestiva. A diferença é feita pela avaliação clínica e, quando necessário, exames específicos. Sintomas frequentes após o consumo desses alimentos são um sinal de alerta.
A microbiota intestinal influencia na quantidade de gases produzidos
A microbiota, o conjunto de microrganismos que vivem naturalmente no intestino, é responsável pela fermentação dos alimentos. Quando ela está equilibrada, esse processo ocorre de forma adequada. Mas, em casos de disbiose, há um aumento de bactérias fermentadoras, o que leva à produção excessiva de gases e desconfortos intestinais.
Quando o excesso de gases pode indicar um problema gastrointestinal
O alerta é quando vem acompanhada de sintomas como dor abdominal, distensão frequente, alteração do intestino (diarreia ou constipação) ou impacto na qualidade de vida. Nesses casos, pode indicar intolerâncias, alergias ou sensibilidades alimentares, disbiose intestinal, parasitose, dentre outras condições.
Hábitos que ajudam a reduzir a formação de gases no dia a dia
- Mastigar bem os alimentos;
- Evitar comer muito rápido;
- Reduzir o consumo de ultraprocessados;
- Manter uma alimentação equilibrada, com fibras na medida certa;
- Boa hidratação;
- Atividade física regular contribui para o bom funcionamento do intestino.
Remédios antigases: quando são indicados
Os medicamentos antigases podem ajudar de forma pontual, aliviando o sintoma, mas não tratam a causa. Quando os sintomas são frequentes, é importante investigar. Alguns exames úteis, por exemplo, testes respiratórios (Air Plus/HealthGo), que avaliam o hidrogênio e/ou metano expirado com lactulose ou glicose, ajudam na pesquisa de disbiose, como o supercrescimento bacteriano ou de arqueas no intestino (micro-organismos), testes de intolerância à lactose, e avaliação da microbiota intestinal.
“O intestino é muito sensível ao que a gente come e ao nosso estilo de vida. Quando ele dá sinais, como excesso de gases, é importante escutar porque muitas vezes é o primeiro alerta de que algo não está em equilíbrio”, ressalta a dra. Hérika Ferreira.
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