“O primeiro sinal é a embalagem: promessas excessivas de “fit”, “zero”, “rico em fibras” ou “natural” costumam esconder uma lista de ingredientes complexa. Outro sinal claro é a durabilidade; se um produto que deveria ser fresco dura meses na despensa, há aditivos ali. Uma dica prática é: leia o rótulo e veja se existem nomes de ingredientes que você não encontraria para comprar no supermercado (como carboximetilcelulose, glutamato monossódico ou gordura interesterificada). Se você não consegue comprar o ingrediente para usar na sua cozinha, o alimento é um ultraprocessado “disfarçado””, explica.
A regra de ouro na hora de ler os rótulos é observar que a lista de ingredientes está em ordem decrescente — ou seja, o que aparece primeiro é o que está em maior quantidade. Se os primeiros itens forem açúcar, gordura vegetal ou nomes que você não reconheceria na sua cozinha (como maltodextrina, polidextrose ou realçadores de sabor), é um forte indicativo de que o produto é ultraprocessado. Além disso, se a lista tiver muitos ingredientes e diversos nomes químicos, vale desconfiar.
É possível substituir ultraprocessados por alternativas mais naturais no dia a dia. Por exemplo, trocar temperos prontos por ervas frescas ou secas com sal marinho; optar por iogurte natural batido com a própria fruta no lugar dos iogurtes “de fruta” cheios de corantes; e substituir barras de cereal ultraprocessadas por um mix caseiro de castanhas e frutas secas. A lógica é simples: quanto menos processado for o alimento até chegar ao seu prato, melhor tende a ser para a saúde metabólica e para a saciedade.
Ultraprocessados disfarçados de saudáveis: como identificar nos rótulos — Foto: Reprodução/Freepik
Ultraprocessados disfarçados de saudáveis: como identificar nos rótulos — Foto: Reprodução/Freepik
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