“O pinhão é um alimento tradicional, sazonal do outono e inverno. Ele é nutricionalmente interessante por reunir carboidratos de liberação lenta, fibras, minerais e compostos bioativos antioxidantes”, explica a nutricionista.
Apesar de ser popularmente associado às castanhas, o pinhão tem outro comportamento no organismo. “Diferentemente de castanhas e nozes, ele é mais semelhante nutricionalmente a um tubérculo energético funcional”, explica Daniela, destacando o potencial do alimento para a saúde intestinal e metabólica, especialmente quando inserido em uma alimentação equilibrada.
Mais saciedade, menos inflamaões intestinais
Entre os benefícios registrados em estudos científicos está o aumento da saciedade: “O pinhão é rico em amido resistente e fibras, que retardam o esvaziamento gástrico e ajudam no controle do apetite”, destaca Daniela. Esse perfil faz do ingrediente uma opção interessante para quem busca refeições que dão mais saciedade ao longo do dia.
Outro ponto relevante é o impacto positivo na microbiota intestinal. “Contém amido resistente fermentável, favorecendo produção de butirato, associado à integridade da barreira intestinal e redução de inflamação”, afirma a nutricionista. Além disso, o pinhão é fonte importante de energia sustentada, sendo útil para idosos, praticantes de atividade física e pessoas com fadiga crônica.
Pinhão: saiba como consumir e entenda seus benefícios — Foto: Imagem gerada por IA/Microsoft Copillot
Pinhão: saiba como consumir e entenda seus benefícios — Foto: Imagem gerada por IA/Microsoft Copillot
Função muscular e saúde óssea
Daniela também frisa que do ponto de vista nutricional, o alimento também se destaca pelo teor de minerais. Conforme ressalta ela, o pinhão é rico em potássio, magnésio e fósforo, nutrientes ligados à função muscular, ao metabolismo energético e à saúde óssea. Estudos também indicam a presença de polifenóis e compostos fenólicos com potencial anti-inflamatório e protetor vascular.
Restrições de consumo
Há, no entanto, grupos que devem consumir o pinhão com cautela. Daniela Meira orienta que diabéticos com glicemia descompensada precisam atenção, já que o alimento é fonte de carboidrato. Ela também afirma que pacientes com doença renal avançada devem moderar o consumo, por conta do teor de potássio, nutriente que os rins ajudam a filtrar. Dietas cetogênicas restritas também não costumam incluí-lo.
Daniela tamém ressalta que cada pessoa deve seguir um plano alimentar individual, portanto, o acompanhamento de um especialista é essencial.
E como preparar pinhão?
Na cozinha, o preparo correto é essencial, por isso, Daniela também ensina como é feito o preparo no modo clássico. De acordo com ela, o primeiro passo é lavar bem os pinhões, cozinhar na panela de pressão por 30 a 40 minutos após chiar e descascar ainda mornos. Uma orientação prática é fazer um pequeno corte na casca antes do cozimento.
A nutricionista também chama atenção para uma dica pouco conhecida: “Quando o pinhão esfria após o cozimento, ocorre aumento do amido resistente, o que pode reduzir o impacto glicêmico e melhorar o efeito prebiótico intestinal”, diz. Por isso, comer pinhão cozido e já resfriado pode trazer benefício metabólico adicional à saúde.



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