Quais alimentos do dia a dia têm mais sal
“Os vilões são os alimentos que parecem inofensivos”, afirma a cardiologista. Veja alguns exemplos:
- Pão de forma e queijo (principalmente o prato e o muçarela);
- Embutidos como presunto, peito de peru e salsicha;
- Molho de soja (shoyu), caldos em cubo, sopas de pacote, maionese, catchup, biscoito de água e sal, cereal matinal.
A cardiologista ressalta que todos esses alimentos carregam muito mais sal do que as pessoas imaginam, e que até alguns iogurtes e achocolatados têm sódio na composição.
Veja: como tirar o excesso da comida, tipos e mais dicas
Sal: veja como tirar o excesso da comida, tipos e mais dicas
Quais são os principais riscos do consumo excessivo de sal
O sal em excesso é um dos principais fatores de risco para hipertensão arterial, e a hipertensão, por sua vez, é a porta de entrada para infarto, AVC e insuficiência renal. O sódio retém líquido no organismo, o que aumenta o volume de sangue circulando e sobrecarrega o coração e os vasos. Com o tempo, isso vai enrijecendo as artérias e prejudicando órgãos como os rins, o coração e o cérebro.
“O dado mais preocupante é que muita gente tem pressão alta sem saber, porque a doença é silenciosa. Então, a dieta com menos sal é uma medida preventiva para toda a população, não só para quem já tem diagnóstico”, orienta a cardiologista Thaíssa Monteiro.
Existe diferença entre sal comum, sal grosso, rosa ou marinho em relação à saúde?
A resposta da cardiologista é categórica: do ponto de vista cardiovascular, não faz diferença relevante. O componente que interessa, e que faz mal em excesso, é o sódio, e todos esses tipos de sal têm sódio em quantidades muito parecidas. O sal rosa do Himalaia, por exemplo, virou moda com a ideia de ser mais “natural” e ter mais minerais. De fato, tem traços de outros minerais, mas em quantidades tão pequenas que não têm impacto real na saúde.
Como identificar o sal nos rótulos de forma simples
- O segredo é olhar para o sódio, não para o sal. No rótulo nutricional brasileiro, o que aparece é o valor de sódio em miligramas. Uma referência fácil: o limite diário é de 2.000 mg de sódio.
- Então, se um produto tem 400 mg de sódio por porção, já representa 20% do que você poderia consumir no dia inteiro, e você provavelmente vai comer outras coisas que também terão sal.
- Além disso, vale ficar de olho nos ingredientes: sódio aparece disfarçado em nomes como glutamato monossódico, bicarbonato de sódio, fosfato dissódico e conservantes com “sódio” no nome.
- Quanto mais alto o sódio na tabela e quanto mais cedo ele aparece na lista de ingredientes, mais sal tem naquele produto.
Quais ingredientes podem substituir o sal
A boa notícia, segundo a cardiologista, é que dá para ter comida muito saborosa com muito menos sal, é questão de reeducar o paladar. Veja como:
- Ervas frescas como manjericão, coentro, salsa e cebolinha fazem muito bem;
- Alho e cebola refogados já trazem bastante sabor;
- Limão é um coringa: a acidez realça o sabor dos alimentos de um jeito que engana muito bem o paladar;
- Pimentas, açafrão, cominho, cúrcuma, páprica; as especiarias em geral são grandes aliadas;
- Vinagre funciona de forma parecida com o limão;
- Curiosamente, uma pitada de suco de laranja em carnes ou legumes pode substituir boa parte do sal sem que ninguém perceba.
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