Como gastar menos na feira? Economista explica erros que pesam no bolso


Segundo Isabel Abreu (@isabreu.co), economista e planejadora financeira, um dos principais erros é ir à feira com fome. “Isso muda completamente a percepção do que é necessário, e a gente acaba levando muito mais do que precisava. Outro erro comum é não ter noção do que já se tem em casa, então repete a compras de itens que já estavam na geladeira. E tem também a questão de comprar pela aparência, aquela fruta bonita que não estava na lista, só porque chamou atenção.”

Como gastar menos na feira? Economista explica erros que pesam no bolso — Foto: Reprodução/Magnific

Para evitar compras por impulso, o planejamento antes de sair de casa também é importante.

“O ideal é fazer uma lista curta baseada no que realmente vai ser consumido na semana, olhando o que já existe em casa antes de sair. Comer alguma coisa antes ajuda bastante, porque fome e impulso andam juntos. E vale também definir um valor mental para gastar, isso já cria um limite natural na hora de decidir o que entra no carrinho”, sugere a especialista.

Como economizar na feira sem comprar menos?

É possível economizar sem necessariamente reduzir a quantidade de alimentos comprados. Para isso, é preciso fazer escolhas mais estratégicas. De acordo com Isabel Abreu, o segredo está em priorizar o que está na safra, porque fica mais barato e com qualidade melhor. Também vale comparar preços entre as bancas, já que a variação dentro da mesma feira costuma ser grande.

Outra estratégia é ajustar a quantidade ao que realmente vai ser consumido, para evitar sobras e desperdícios, além de estabelecer um limite de gastos por categoria.

Uma forma simples de definir esses valores é olhar o histórico dos últimos meses e dividir proporcionalmente entre as categorias que mais pesam no consumo da casa. Não precisa ser rígido a ponto de travar a compra, mas ter essa referência ajuda a perceber quando algo está fugindo do padrão”, recomenda a economista.

O que pode transformar economia em prejuízo?

Comprar em grande quantidade achando que está economizando, mas sem conseguir consumir tudo antes de estragar, é um dos hábitos que mais gera prejuízo, segundo Isabel Abreu. O armazenamento inadequado dos alimentos também pode pesar no bolso, já que diminui a validade e pode levar ao desperdício de frutas, legumes e verduras. Por fim, aproveitar a promoção de um item que não estava nos planos, só porque o preço parecia bom, também pode acabar custando mais do que a economia.

A praticidade também pode ter impacto no orçamento. É o caso da compra de alimentos já higienizados ou cortados. “Às vezes, sai bem mais caro do que o alimento in natura. Compensa em momentos pontuais, quando o tempo é realmente curto ou numa semana corrida. Mas quando isso vira rotina, o gasto extra se acumula e passa a pesar de verdade no orçamento mensal”, encerra a especialista.



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