“Ficar um único dia com uma ingestão menor de proteínas dificilmente causa prejuízos para uma pessoa saudável, porque o organismo possui mecanismos para lidar com pequenas variações na alimentação. O problema surge quando esse consumo insuficiente se torna frequente. A proteína é essencial para a manutenção da massa muscular, recuperação dos tecidos, produção de enzimas, hormônios e anticorpos. Por isso, o ideal é que ela esteja presente diariamente, distribuída ao longo das refeições, para garantir que o corpo tenha um fornecimento constante desse nutriente.”
O que acontece com o corpo quando você consome pouca proteína? Veja os sinais — Foto: Reprodução/Magnific
O que acontece com o corpo quando você consome pouca proteína? Veja os sinais — Foto: Reprodução/Magnific
Quando a deficiência de proteínas acontece de forma prolongada, o organismo começa a dar alguns sinais. Entre os mais comuns estão perda de massa muscular, redução da força, cansaço excessivo, recuperação mais lenta após atividades físicas, maior sensação de fome e dificuldade para manter a saciedade. Em alguns casos, também pode haver queda de cabelo, unhas mais frágeis e maior suscetibilidade a infecções, já que as proteínas participam diretamente do funcionamento do sistema imunológico. No entanto, a avaliação nutricional é fundamental, pois esses sintomas não são exclusivos da falta de proteína.
Como garantir o consumo adequado de proteína ao longo do dia
A melhor estratégia é distribuir as fontes de proteína entre as principais refeições, em vez de concentrar todo o consumo no almoço ou no jantar. Ovos no café da manhã, iogurte ou queijos nos lanches e carnes, peixes, frango ou leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico, nas refeições principais são boas opções.
Além disso, manter uma rotina alimentar organizada facilita atingir a ingestão adequada desse nutriente. “Como costumo orientar meus pacientes, montar refeições completas com uma fonte de proteína, um carboidrato de qualidade e vegetais ajuda não apenas a suprir as necessidades nutricionais, mas também promove maior saciedade e favorece a manutenção de hábitos saudáveis ao longo do tempo”, explica o nutricionista. Segundo ele, esse planejamento é um dos pilares para uma alimentação equilibrada e sustentável.
Veja também:



/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f540e0b94d8437dbbc39d567a1dee68/internal_photos/bs/2026/E/H/puNkGARvurM115yJC5fQ/2149870588.jpg?ssl=1)