Marrocos além do futebol: descubra os sabores do rival do Brasil na Copa do Mundo

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Segundo o chef e professor do curso de Gastronomia da UNINASSAU Recife, campus Graças, Angelo Magno, os árabes introduziram as especiarias, as frutas secas e as técnicas de conservação. Já os andaluzes trouxeram influências espanholas e mouriscas. Os judeus contribuíram com técnicas de conservação e o uso de frutas secas em preparações salgadas. Os franceses, por sua vez, deixaram uma influência mais moderna na panificação e na confeitaria.

Entre os pratos típicos do Marrocos, o chef destaca o tagine, que recebe esse nome em referência ao recipiente de barro com tampa cônica utilizado em seu preparo. Trata-se de uma receita de cozimento lento, o que intensifica os sabores e realça o uso de especiarias, pimenta e limão. Embora seja tradicionalmente preparado com frango, também existem versões com cordeiro, carne bovina e legumes ou peixe temperado com especiarias.

Tagine, um dos principais pratos da culinária marroquina — Foto: Shutterstock

O cuscuz marroquino é o prato da culinária marroquina mais conhecido pelos brasileiros. Diferentemente do cuscuz de milho, muito consumido no Nordeste, ele é feito à base de trigo e possui uma textura mais fina. O preparo inclui a hidratação dos grãos com um caldo, geralmente de legumes, e o prato costuma ser servido acompanhado de cordeiro, embora também existam versões com frango e legumes cozidos.

O shawarma é bastante conhecido internacionalmente. Apesar disso, não é considerado um dos pratos mais tradicionais da culinária marroquina, embora esteja muito presente como comida de rua no país. A receita consiste em carne marinada empilhada em um espeto vertical giratório, assada lentamente enquanto gira próximo a uma fonte de calor. Depois, é servida em pão árabe ou batbout.

Chebakia, doce típico do Marrocos — Foto: Shutterstock

Os doces marroquinos também merecem destaque e carregam forte influência da confeitaria árabe. Especialidades como chebakia e kaab el ghazal estão entre as mais consumidas no Marrocos, além da tradicional baklava.

Para finalizar, o chef e professor do curso de Gastronomia da UNINASSAU Recife, campus Graças, Angelo Magno, destacou uma curiosidade sobre os chás, amplamente consumidos pelos marroquinos:

“O chá de hortelã é considerado uma bebida nacional, e o ato de servi-lo possui grande importância social, simbolizando a hospitalidade.”

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