O hábito, como explica Raquel Terra, fundadora do Centro de Medicina Chinesa (centrodemedicinachinesarj), no Rio de Janeiro, ajudaria a melhorar a digestão. “De acordo com a Medicina Chinesa, a os órgãos têm horários de maior funcionamento, devido ao sistema de canais (uma rede que percorre o corpo internamente). No horário do café da manhã, temos a víscera estômago em maior funcionamento, e o órgão baço (principal órgão da digestão). Quando o baço enfraquece, o metabolismo fica lento, e os líquidos retidos. Portanto, a água gelada prejudica este órgão. Por essa razão, a água morna ajuda o metabolismo; de acordo com a dietética chinesa, os órgãos têm relação direta com a temperatura“, afirma a especialista.
Entre as explicações encontradas em vídeos sobre a trend, a mais comum é que esse hábito ajudaria a equilibrar o yin e o yang, promover a circulação do Qi (energia) e melhorar a digestão. A água morna água morna (40 a 60 graus Celsius) aqueceria o corpo, removeria toxinas, aliviaria a constipação e combateria o “frio” interno, evitando a contração dos órgãos. No entanto, Raquel ressalta que, para a Medicina Chinesa, cada paciente é único e deve ser avaliado isoladamente; o hábito pode ser benéfico para alguns e prejudicial para outros.
E o que diz a medicina ocidental sobre o assunto? “Beber água ao acordar pode contribuir para a hidratação após o período de sono, pois ficamos horas sem ingestão de líquidos. Isso é positivo do ponto de vista fisiológico. Contudo, não há evidências de que essa prática traga benefícios adicionais específicos”, afirma a nutricionista Heloísa Theodoro (@draheloisatheodoro), membro do Departamento de Nutrição da ABESO (Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
A nutricionista explica que a água morna pode, no entanto, proporcionar sensação de conforto, especialmente em situações como clima frio ou sintomas leves gripais. “A hidratação adequada […] é o fator mais importante para o funcionamento do corpo, incluindo regulação da temperatura corporal, transporte de nutrientes e eliminação de metabólitos”, finaliza Heloísa.
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