Segundo a nutricionista Pamela Brito, embora muita gente associe o sagu apenas às pequenas bolinhas translúcidas servidas como sobremesa, o produto tem origem ligada ao amido extraído do interior de algumas palmeiras conhecidas como sagueiros, encontradas principalmente no Sudeste Asiático. No Brasil, porém, o ingrediente ganhou uma adaptação própria e passou a ser produzido a partir da fécula de mandioca, transformada em pequenos grânulos esféricos. Inclusive, o Ministério da Agricultura define o sagu como um produto amiláceo derivado da raiz da mandioca, apresentado na forma de grânulos.
Você sabe o que é sagu? Ingrediente de prova no Que Seja Doce tem origem surpreendente — Foto: Reprodução/Magnific
Você sabe o que é sagu? Ingrediente de prova no Que Seja Doce tem origem surpreendente — Foto: Reprodução/Magnific
Do ponto de vista nutricional, Pamela explica que o sagu é composto principalmente por carboidratos, especialmente amido. Por ser produzido a partir da fécula de mandioca, ele contém quantidades muito pequenas de proteínas, gorduras e fibras. “Nutricionalmente, o sagu pode contribuir principalmente para o fornecimento de energia, mas não é um alimento particularmente rico em vitaminas, minerais, proteínas ou fibras”, afirma.
Isso não significa, porém, que o ingrediente precise ser evitado. De acordo com a especialista, o sagu pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, desde que seu consumo seja analisado dentro do contexto da dieta como um todo. Como possui baixo teor de proteínas e fibras, a recomendação é combiná-lo com outros alimentos que tornem a refeição mais completa. No caso das sobremesas tradicionais, também é importante considerar a quantidade de açúcar utilizada e os acompanhamentos da receita.
“Mais do que classificar o sagu como um alimento bom ou ruim, o ideal é observar a quantidade consumida, a frequência e os demais componentes da preparação”, destaca Pamela.
Sagu de vinho tinto — Foto: Ana Maria Braga
Sagu de vinho tinto — Foto: Ana Maria Braga
Embora seja mais conhecido pelas receitas doces, o sagu também pode ser utilizado de diferentes formas na culinária. Além das versões tradicionais com vinho ou suco de uva, ele pode ser combinado com frutas, leite e outros ingredientes em preparações variadas. Segundo a nutricionista, o ingrediente também pode aparecer em receitas salgadas, dependendo da proposta do prato.
Um dos seus principais diferenciais está na textura. Após o cozimento, os grânulos adquirem uma consistência macia e gelatinosa, característica que ajuda a explicar sua versatilidade e o interesse de chefs e confeiteiros, como visto na prova do Que Seja Doce. Seja em sobremesas clássicas ou em releituras criativas, como o cheesecake de sagu apresentado no programa, o ingrediente continua encontrando espaço na gastronomia brasileira.


