Colesterol: o que comer e quais alimentos reduzir

Colesterol: o que comer e quais alimentos reduzir


No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, em 8 de agosto, a nutricionista Denise Kunitake, do Centro Médico e Diagnóstico do Hospital Nipo-Brasileiro, explica quais alimentos merecem mais espaço no cardápio, quais devem ser consumidos com moderação e por que essas escolhas fazem diferença para a saúde do coração.

Colesterol: o que comer e quais alimentos reduzir — Foto: Shutterstock

O que comer para ajudar a controlar o colesterol

Alguns alimentos podem fazer parte da rotina de quem deseja manter níveis saudáveis de colesterol. A especialista destaca que uma alimentação equilibrada pode contribuir para o controle das taxas. Entre os alimentos que merecem mais espaço no cardápio estão:

  • Frutas, legumes e vegetais folhosos diariamente;
  • Farelo de aveia e linhaça;
  • Alimentos integrais, como pão, arroz e macarrão integrais;
  • Carnes brancas, como as de peixes e aves;
  • Azeite de oliva extravirgem;
  • Laticínios desnatados e sem adição de açúcar.

A nutricionista também recomenda o consumo de preparações cozidas, assadas ou grelhadas, e a prática regular de exercícios físicos, com a orientação de um profissional de educação física. 

Quais alimentos reduzir?

Assim como alguns alimentos ajudam no controle do colesterol, outros devem ser consumidos com moderação. Denise Kunitake sugere a redução no consumo dos seguintes alimentos:

  • Açúcar;
  • Biscoitos amanteigados/recheados, pão doce/recheado, croissant;
  • Tortas, bolos, sorvete, leite condensado e achocolatado;
  • Batata frita, pastel, coxinha, churros e frituras em geral;
  • Salgadinhos industrializados;
  • Excesso de farinha refinada;
  • Gordura visível na carne, pele de frango, bacon, toucinho;
  • Embutidos, como salame, presunto, mortadela, salsichas e linguiça;
  • Excesso de creme de leite, nata e manteiga;
  • Bebidas alcoólicas.

Entenda a diferença entre o colesterol HDL e o LDL

Embora muitas vezes seja visto apenas como um vilão da saúde, o colesterol é uma gordura essencial para o funcionamento do organismo. Ele está presente na estrutura das células do cérebro, músculos, fígado, nervos, pele, intestinos e coração, sendo fundamental para a produção de hormônios e ácidos biliares, que atuam diretamente na digestão.

O que merece atenção é o desequilíbrio entre suas frações. O LDL, conhecido como colesterol “ruim”, pode se depositar nas paredes das artérias, quando está elevado, gerando placas que estreitam e enrijecem os vasos (aterosclerose), obstruindo a circulação saudável do sangue. Já o HDL, chamado de colesterol “bom”, ajuda a limpar as artérias, removendo o excesso de LDL e transportando-o de volta ao fígado para ser metabolizado e eliminado.

Além dos fatores de risco para a saúde, o colesterol alto não tratado pode causar a esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado). Se os níveis de gordura permanecerem excessivamente elevados e o quadro evoluir sem controle, o paciente pode desenvolver complicações hepáticas severas, como a cirrose, segundo a nutricionista.

Por que o colesterol alto merece atenção?

O colesterol alto é considerado uma condição silenciosa. Na maioria dos casos, ele não provoca sintomas e acaba sendo descoberto apenas durante exames de rotina ou após complicações mais graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 32% dos adultos brasileiros apresentam níveis elevados de colesterol LDL. O órgão também aponta que as doenças cardiovasculares são responsáveis por mais de 380 mil mortes por ano no país.

Por isso, conforme explica a nutricionista, além de manter uma alimentação equilibrada, é importante realizar exames periódicos. O perfil lipídico, conhecido como lipidograma, permite avaliar os níveis de colesterol e triglicerídeos e pode ajudar no diagnóstico. Especialistas recomendam que adultos saudáveis realizem esse check-up pelo menos uma vez ao ano a partir dos 20 anos de idade.

Pessoas com fatores de risco, como histórico familiar de infarto ou AVC, diabetes, hipertensão, obesidade ou tabagismo, podem precisar iniciar esse acompanhamento mais cedo, inclusive durante a infância ou adolescência.



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