Thyago Nishino, nutricionista com pós-graduação em Nutrição Esportiva pela Universidade de São Paulo, destaca os alimentos que não podem faltar no cardápio dos jogadores:
“Os carboidratos de qualidade, como arroz, massas, batata, mandioca, aveia e frutas, são fundamentais, pois representam a principal fonte de energia para manter a intensidade dos treinos e das partidas.”
Além deles, proteínas magras, como frango, peixe, ovos, carnes magras e laticínios, desempenham um papel essencial na recuperação muscular. Também é importante incluir boas fontes de gordura, como azeite, castanhas e abacate, além de frutas e vegetais variados, que fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes capazes de ajudar a reduzir o estresse físico provocado pela sequência de jogos.
O que não pode faltar no cardápio dos atletas da Seleção Brasileira na Copa do Mundo — Foto: Reprodução/Douglonez; Netflix – Reprodução/Cris Guedes
O que não pode faltar no cardápio dos atletas da Seleção Brasileira na Copa do Mundo — Foto: Reprodução/Douglonez; Netflix – Reprodução/Cris Guedes
A hidratação é outro ponto prioritário, com consumo adequado de água, água de coco e, quando necessário, bebidas esportivas para repor líquidos e eletrólitos perdidos durante as atividades.
“Nas horas que antecedem o jogo, o objetivo é garantir energia sem causar desconforto gastrointestinal. O prato ideal deve ter predominância de carboidratos, quantidade moderada de proteína e baixo teor de gordura.”
O exemplo clássico de refeição pré-jogo inclui uma fonte de carboidrato, como arroz, massa ou batata, acompanhada de uma proteína magra, como frango grelhado ou peixe, além de uma porção de legumes cozidos. Dependendo da estratégia nutricional individual, frutas também podem complementar a refeição. Nesse momento, é importante evitar preparações muito pesadas, frituras e alimentos excessivamente condimentados, que podem prejudicar a digestão e comprometer o desempenho em campo.
Quais alimentos ajudam na recuperação muscular entre um jogo e outro durante a competição?
Após o apito final, a combinação de carboidratos e proteínas torna-se essencial para repor os estoques de glicogênio muscular e estimular a recuperação das fibras musculares. Opções como arroz com frango, sanduíches com proteína magra, iogurte com frutas, leite, ovos, peixes e carnes magras são frequentemente utilizadas. Frutas como banana, melancia, laranja e abacaxi também ajudam na hidratação e fornecem nutrientes importantes para a recuperação. Em torneios com partidas realizadas em intervalos curtos, a rapidez da recuperação nutricional pode influenciar diretamente o rendimento do atleta no jogo seguinte.
Durante a competição, os jogadores costumam evitar alimentos que aumentem o risco de desconforto gastrointestinal ou dificultem a recuperação física. Por isso, frituras, preparações muito gordurosas, excesso de alimentos ultraprocessados, molhos pesados e refeições muito volumosas próximas das partidas geralmente ficam fora da rotina.
Também é necessário ter cautela com o consumo de bebidas alcoólicas, já que elas podem prejudicar a hidratação, a recuperação muscular e a qualidade do sono. Em uma competição longa como a Copa do Mundo, cada refeição cumpre um papel estratégico. Por isso, a prioridade é escolher alimentos que favoreçam o desempenho, acelerem a recuperação e garantam a consistência física ao longo de todo o torneio.
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