Sem adição de açúcar, zero açúcar e não contém açúcar: conheça as diferenças

Sem adição de açúcar, zero açúcar e não contém açúcar: conheça as diferenças


No contexto da gastronomia e da nutrição, conhecer essas diferenças ajuda tanto no dia a dia quanto no planejamento de cardápios mais equilibrados. A seguir, a nutricionista Daniela Meira esclarece ponto a ponto o que cada alegação realmente quer dizer e como avaliar se um produto sem açúcar vale a pena para a saúde.

Sem adição de açúcar, zero açúcar e não contém açúcar: conheça as diferenças — Foto: Reprodução/Freepik

Existe diferença entre sem adição de açúcar, zero açúcar e não contém açúcar?

Segundo Daniela Meira, sim. “Esses termos não significam a mesma coisa e podem confundir as pessoas”, ela explica a seguir.

  • Sem adição de açúcar
    De acordo com a nutricionista, este rótulo indica que nenhum açúcar foi acrescentado durante o preparo do alimento. “No entanto, o produto pode conter açúcares naturalmente presentes nos ingredientes, como a frutose das frutas ou a lactose do leite”, diz. Ela explica que exemplos comuns incluem suco 100% fruta, geleia sem adição de açúcar e iogurte natural e reforça: “Pode conter carboidratos e impactar a glicemia”, pondera.
  • Zero açúcar
    Daniela detalha que este rótulo significa que o alimento contém quantidade muito pequena de açúcar, geralmente até 0,5 gramas por porção : No entanto, faz um alerta importante: “Pode conter adoçantes artificiais ou naturais, polióis e outros carboidratos”, destaca, resumindo de forma direta: “Zero açúcar não significa baixo impacto glicêmico”, pontua.
  • Não contém açúcar
    Sobre este rótulo, a nutricionista afirma: “Indica ausência total de açúcares detectáveis, sejam naturais ou adicionados”, avisa. Segundo ela, é mais comum em bebidas dietéticas, gelatinas diet e alguns suplementos.

Para quem tem diabetes, produtos sem adição de açúcar são sempre a melhor escolha?

Dainiela explica: “Para o controle glicêmico, o fator mais importante é a quantidade total de carboidratos da refeição, além do tipo de carboidrato e da presença de fibras, proteínas e gorduras associadas”, ressalta. Como exemplo prático, a nutricionista especifica: “Um suco de uva sem adição de açúcar pode elevar mais a glicemia do que um iogurte natural integral”, diz.

“Portanto, sem adição de açúcar não significa automaticamente melhor escolha para pessoas com diabetes”, conclui Daniela Meira.

Alimentos sem adição de açúcar ajudam no emagrecimento?

Daniela reconhece que estes alimentos podem ajudar quando substituem itens ricos em açúcar adicionado consumidos com frequência, como refrigerantes, sobremesas e doces concentrados. Porém, ela diz o que pode atrapalhar: “Alimentos que mantêm o hábito do paladar muito doce, estimulam fome compensatória, contêm farinhas refinadas, apresentam alto teor de gordura, possuem elevado valor calórico”, observa.

E reforça com um exemplo direto: “Chocolate zero açúcar não é necessariamente um alimento de baixa caloria”, avisa.

Existe um sinal claro de que um produto sem açúcar não vale a pena?

Segundo a nutricionista, sim! “Existem alguns sinais simples ajudam na avaliação do rótulo”, ensina. Ela orienta observar se o produto apresenta vários adoçantes combinados na lista de ingredientes, farinha refinada entre os primeiros ingredientes, gordura vegetal como componente principal, mais de 15 gramas de carboidratos por porção.

Daniela conclui: “Quando esses fatores aparecem juntos, geralmente o produto tem pouca vantagem metabólica, apesar da alegação sem açúcar”, explica.

Existe algum adoçante mais recomendado para a saúde?

Daniela explica que a escolha depende do objetivo clínico e do padrão alimentar da pessoa. De modo geral, segundo ela: “Apresentam melhor perfil metabólico: estévia e eritritol”, diz. Já outros exigem atenção maior: “Devem ser usados com mais cautela: sucralose, aspartame e maltitol”, ensina.

Ela finaliza com um ponto central: “O ponto mais importante, porém, não é apenas substituir o açúcar por adoçantes. A estratégia com melhores resultados metabólicos a longo prazo é reduzir progressivamente a necessidade de sabor doce na alimentação cotidiana”, finaliza.

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