A nutricionista Mariana Moraes alerta que essa prática pode prejudicar a digestão e causar desconfortos, como estufamento e refluxo.
“Quando se mastiga pouco, os alimentos chegam ao estômago em pedaços maiores, exigindo mais esforço do sistema digestório. Além disso, há menor contato com a saliva, que contém enzimas importantes para iniciar a digestão, especialmente dos carboidratos. Isso leva à uma digestão incompleta, com o alimento permanecendo mais tempo no estômago e podendo fermentar quando chega ao intestino, e isso favorece o aparecimento de sintomas como estufamento, refluxo, gases, entre outros”, ressalta.
A digestão é uma parte fundamental, e é preciso ter consciência de hábitos que a melhoram e que realmente funcionam. A profissional também alerta que comer rápido interfere na sensação de saciedade, podendo levar ao consumo excessivo de calorias.
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“O sistema digestório precisa de um tempo para enviar os sinais de saciedade para o cérebro. Quando você come muito rápido, ingere uma quantidade maior de alimentos antes que o corpo perceba que já está satisfeito. Isso favorece o consumo excessivo de calorias, mesmo sem fome real”.
A mastigação inadequada também afeta a absorção de nutrientes e a saúde do intestino. “A digestão começa na saliva. Quando não acontece corretamente, os alimentos chegam ao intestino em partes maiores do que o ideal, o que pode prejudicar a absorção de nutrientes e fazer com que as bactérias do intestino fermente esse alimento, desequilibrando a microbiota intestinal e ocasionando sintomas intestinais (como inchaço, gases e alteração no padrão evacuatório)”, finaliza Mariana.



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