Jimmy resume a história do casal e explica por que escolheram o Rio de Janeiro para abrir o Nimbus: “Nos conhecemos em Melbourne, em 2015, quando Ruth havia acabado de se mudar do Rio para lá. Eu já cozinhava havia cerca de dez anos, e Ruth logo percebeu que também compartilhava daquela paixão por hospitalidade e vinhos. Ela sempre teve saudades do Rio, e depois de dez anos juntos em Melbourne, decidimos nos mudar para cá — o Rio era a única opção. Eu já tinha estado na cidade algumas vezes com Ruth e me apaixonei por ela”.
O Nimbus aposta em alta gastronomia contemporânea e hospitalidade, com atendimento cuidadoso. O menu degustação de nove passos é renovado aproximadamente a cada três meses de acordo com a estação do ano e com a sazonalidade dos ingredientes.
Para o casal, priorizar pequenos produtores é uma escolha baseada na construção de relações de parceria e no fortalecimento da cadeia produtiva local. “Podemos construir relacionamentos com eles e eles se tornam uma extensão do restaurante […] É bom para a economia local, recebemos produtos que foram produzidos, pescados, cultivados com amor e respeito, e isso nos inspira criativamente e também nos permite contar uma história aos clientes sobre o que estão comendo e por que é especial”, afirma Ruth Assis.
O nome do restaurante carrega uma história especial. Nimbus, um tipo de nuvem, foi escolhido pelo chef Jimmy inspirado em um romance do escritor australiano D.B.C. Pierre. Na obra, um chef realiza o sonho de abrir seu primeiro restaurante e dá a ele o nome de Nimbus.
Pratos do Nimbus: alta gastronomia contemporânea em Botafogo — Foto: Rafael Mollica
Pratos do Nimbus: alta gastronomia contemporânea em Botafogo — Foto: Rafael Mollica
Embora seja um restaurante de alta gastronomia, era importante para o casal que o lugar não tivesse “formalidade excessiva”: “Queremos que o cliente sinta que foi bem cuidado […] Queremos que ele se lembre de que se sentiu confortável porque o serviço foi atencioso, mas discreto, os pratos e o vinho chegaram exatamente quando deveriam, a temperatura, a música e a iluminação estavam perfeitas, a equipe e os proprietários foram acolhedores e, claro, a comida e as bebidas eram interessantes e deliciosas”, explica Ruth.
Sobre o processo de harmonização entre a cozinha de Jimmy e a curadoria de vinhos de Ruth, ambos descrevem uma parceria construída na base da conversa e da tentativa. Segundo Ruth, é um trabalho árduo, já que o chef costuma alterar o mesmo prato diversas vezes, o que nem sempre permite manter a harmonização original com o mesmo vinho. Ainda assim, os dois vêm aprendendo a trabalhar em conjunto: conversam bastante, o que garante fluidez de ideias, e constroem juntos a criação de cada prato; ele compartilha suas inspirações, ela opina sobre os pratos, e ele sugere os vinhos.
Jimmy confirma essa dinâmica: “Definitivamente, existe um processo colaborativo na harmonização de comida e vinho. Apresento um novo prato para Ruth e testamos vários vinhos para ver como podemos aprimorar o prato, ao mesmo tempo que apresentamos um vinho que Ruth considera interessante”, conta o chef.
O menu degustação em nove passos (R$600) fica ainda mais completo com a harmonização de vinhos selecionados por Ruth, de várias nacionalidades, oferecida por R$ 420 por pessoa. A experiência completa reúne as etapas:
- “Aconchegue-se”: pão artesanal com manteiga de cebola, ostra com limão e tomilho, couro de tomate com crème fraîche, folha de peixinho com ponzu, palmito com limão-taiti e farofa de leite, além do macaron de beterraba, parfait e goiaba.
- “Antes do Fogo”: atum com aipo, maçã e chuchu;
- “Da Terra”: cenoura com iogurte de ovelha, samburá e jus;
- “Dos Rios e Costas”: namorado com mangarito, batata-roxa e amendoim;
- “Das Pastagens e Planícies”: costela bovina, folha de mostarda e nabo;
- “Doce”: combina beterraba, iogurte, cacau e alecrim;
- “Mais Doce”: namelaka, avelã, café bianco e canela;
- “Antes de Ir”: madeleine, cachaça de jambu e pâte de fruit, além de macaron de beterraba, chocolate branco, goiaba, chocolate e missô.
Além do menu degustação de nove passos, também há a possibilidade, entre terça e quinta, de experimentar o jantar em quatro etapas (R$350 por pessoa). A harmonização com vinhos sai a R$ 230 por pessoa.
Saturday Lunch do restaurante Nimbus: segunda edição será em 25/07 — Foto: Rafael Mollica
Saturday Lunch do restaurante Nimbus: segunda edição será em 25/07 — Foto: Rafael Mollica
Outra experiência disponível no Nimbus é o Saturday Lunch. Inspirado na tradição britânica do Sunday Roast, o projeto acontece sempre no último sábado do mês e traz, a cada edição, um menu inédito, elaborado especialmente para a ocasião. O Sunday Roast é um almoço tradicionalmente compartilhado entre familiares e amigos, com proteínas assadas lentamente.
No dia 25 de julho, o almoço em quatro etapas (R$ 300 por pessoa) começa com sourdough servido com manteiga da casa, feita com cebola; seguido por ostras frescas, limão e tomilho. Na sequência, um parfait com redução de vinho do Porto, picles da casa e mostarda. Como prato principal, o chef apresenta um clássico da culinária britânica: Beef Wellington, acompanhado de Yorkshire pudding, batatas assadas na gordura de pato, couve-flor e molho Mornay. Para finalizar, a sobremesa será uma tarte de frangipane e cereja preta, servida com creme inglês aromatizado com conhaque.
Serviço:
- Nimbus (@nimbus.restaurante): Rua Dezenove de Fevereiro, 153, Botafogo, Rio de Janeiro
- WhatsApp/Reservas: (21) 99765-3465 | Site/Reservas: https://nimbus.meitre.com/
- Saturday Lunch | Data: 25/07 | Horário: das 12h às 17h
- Horário de funcionamento do jantar: de terça a sábado, das 19h às 00h



/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f540e0b94d8437dbbc39d567a1dee68/internal_photos/bs/2026/z/a/fqDtQEQeeNZl2ZwRRXOg/nimbus-ruth-jimmy.jpg?ssl=1)