“(1) Dormir pouco, por exemplo, altera os hormônios que regulam o apetite, aumentando a vontade de comer. (2) Pular refeições também pode fazer com que a fome chegue mais intensa no fim do dia. Além disso, (3) uma alimentação pobre em fibras, proteínas e alimentos in natura costuma promover menor saciedade. Outro fator importante é o (4) consumo frequente de alimentos ultraprocessados, que são muito palatáveis e podem estimular o cérebro a querer comer mais. (5) O estresse e a ansiedade também influenciam diretamente esse processo, fazendo com que muitas pessoas recorram à comida como forma de conforto.”
Além disso, a especialista reforça a importância de diferenciar a fome física da fome provocada pela rotina, pelo estresse ou pelo cansaço. A fome física costuma surgir gradualmente e vir acompanhada de sinais do corpo, como estômago roncando, sensação de vazio ou queda de energia. Ela pode ser saciada com diferentes tipos de alimentos.
5 hábitos que aumentam a fome sem você perceber — Foto: Reprodução/Magnific
5 hábitos que aumentam a fome sem você perceber — Foto: Reprodução/Magnific
Já a fome emocional, ou relacionada ao estresse e ao cansaço, tende a aparecer de forma repentina e geralmente desperta o desejo por alimentos específicos, como doces ou opções mais calóricas. Nesses casos, mesmo após a refeição, a sensação de satisfação pode não acontecer. Segundo Fernanda Parra, observar o contexto em que essa vontade surge e fazer uma pausa antes de comer são estratégias que ajudam a identificar se a necessidade é realmente fisiológica ou uma resposta emocional.
Fernanda Parra explica que a melhor forma de controlar a saciedade e evitar o consumo excessivo de alimentos é manter uma rotina alimentar regular, sem longos períodos de jejum. A endocrinologista também destaca outros fatores importantes nesse processo:
- Priorizar refeições ricas em proteínas, fibras e gorduras boas ajuda a prolongar a saciedade.
- Comer com atenção, sem distrações como celular ou televisão, porque isso permite que o cérebro reconheça melhor os sinais de satisfação.
- Dormir bem, controlar o estresse, manter uma boa hidratação e praticar atividade física regularmente também fazem diferença na regulação dos hormônios da fome e da saciedade.
- Quando a fome excessiva é persistente, vale procurar um endocrinologista para investigar possíveis alterações hormonais ou metabólicas.
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