Em entrevista ao Receitas, o nutricionista Lucas Moraro, especializado em metabolismo e emagrecimento, explica quais os tipos de alimentos podem ser evitados ou reduzidos para garantir uma alimentação saudável no dia a dia. Confira 👇
Cuidado com os embutidos e ultraprocessados
Apesar de não concordar com o corte imediato de alimentos, Moraro indica a redução daqueles que oferecem baixa qualidade nutricional e poucos nutrientes benéficos. “O principal grupo são os alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, embutidos, macarrão instantâneo e doces industrializados”, detalha.
Biscoito recheado é exemplo de alimento ultraprocessado — Foto: Reprodução da Internet
Biscoito recheado é exemplo de alimento ultraprocessado — Foto: Reprodução da Internet
“Esses produtos costumam ser ricos em açúcares adicionados, gorduras de baixa qualidade, sódio e aditivos, além de apresentarem baixa quantidade de fibras, vitaminas e minerais”, explica o profissional.
Mesmo assim, o nutricionista atenta que não é um produto isolado o grande vilão da saúde, pelo contrário. Para Lucas Moraro, o problema está no consumo excessivo de ultraprocessados, que aumentam o risco de aumento de peso, diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Nutricionista alerta sobre os problemas de consumir alimentos ultraprocessados em excesso — Foto: Reprodução/Freepik
Nutricionista alerta sobre os problemas de consumir alimentos ultraprocessados em excesso — Foto: Reprodução/Freepik
Ainda nessa questão de alimentos em excesso, o nutricionista também chama atenção para os embutidos, como salsicha, presunto, mortadela e linguiça. “Além do excesso de sódio, frequentemente contêm conservantes como nitritos e nitratos. A Organização Mundial da Saúde classifica as carnes processadas como carcinogênicas [estimula o câncer] para humanos quando consumidas regularmente”, explica.
Nutricionista explica que embutidos em excesso podem estimular o câncer — Foto: Reprodução da internet
Nutricionista explica que embutidos em excesso podem estimular o câncer — Foto: Reprodução da internet
Não corte os alimentos de vez
Algumas pessoas podem optar por cortar imediatamente esses alimentos que não fazem bem à saúde, mas essa não é a sugestão de Lucas Moraro. “Evito utilizar a palavra ‘cortar’ porque ela passa a ideia de que existe um único alimento responsável pelos problemas de saúde, e isso não é verdade”, declara.
Nutricionista indica reduzir ultraprocessados ao poucos porque mudanças muito radicais levam à desistência — Foto: Reprodução/Freepik
Nutricionista indica reduzir ultraprocessados ao poucos porque mudanças muito radicais levam à desistência — Foto: Reprodução/Freepik
“A ciência mostra que a qualidade da alimentação depende do padrão alimentar como um todo”, completa o nutricionista.
Além disso, Moraro explica que reduzir o consumo de um alimento específico aos poucos é mais vantajoso para o nosso corpo. “Uma redução gradual costuma ser mais sustentável e aumenta as chances de manter o novo hábito a longo prazo. Mudanças muito radicais podem gerar sensação de privação e aumentar o risco de desistência“, comenta.
Benefícios para sua saúde
De acordo com Lucas Moraro, os benefícios de quem, aos poucos, retira da alimentação diária o excesso de ultraprocessados e embutidos, são inúmeros. Porém, ele reforça que é fundamental o aumento do consumo de alimentos in natura.
“Muitas pessoas relatam melhora na disposição, maior saciedade, melhor funcionamento intestinal e redução do inchaço corporal, principalmente devido à menor ingestão de sódio e ao aumento do consumo de fibras. Também é comum ocorrer uma melhora no controle da glicemia e da fome ao longo do dia”, revela.
Nutricionista lista benefícios de reduzir alimentos ultraprocessados e embutidos no dia a dia — Foto: Shutterstock
Nutricionista lista benefícios de reduzir alimentos ultraprocessados e embutidos no dia a dia — Foto: Shutterstock
Mas, para o nutricionista, a alimentação precisa mudar de forma geral. “Esses efeitos variam entre os indivíduos e dependem da qualidade da alimentação como um todo, não apenas da retirada de um alimento específico“, conclui.
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