Conheça a Rua da Cerveja, projeto da Prefeitura do Rio que busca revitalizar uma das vias mais tradicionais do Centro em um novo polo gastronômico.
O que é Rua da Cerveja
O projeto Rua da Cerveja faz parte do programa Reviver Centro, da Prefeitura do Rio, e tem como objetivo revitalizar a histórica Rua da Carioca, que nos últimos anos sofreu com o fechamento de diversas lojas. A via, que já foi um importante eixo comercial e cultural da cidade, busca agora recuperar seu prestígio.
Conhecida por abrigar lojas tradicionais, bares e confeitarias, a Rua da Carioca era um ponto de encontro para boêmios e intelectuais. A iniciativa de criar um polo cervejeiro na região surgiu após um mapeamento revelar que 50% dos estabelecimentos da rua estavam fechados, destacando a necessidade de sua revitalização.
A expectativa é que a Rua da Cerveja movimente cerca de R$ 222 milhões em quatro anos, com uma massa salarial de R$ 41,8 milhões e a criação de cerca de 500 novos empregos.
Projeto da Rua da Cerveja — Foto: Reprodução
Projeto da Rua da Cerveja — Foto: Reprodução
A primeira inauguração da Rua da Cerveja
A Vírus Bier, cervejaria pioneira da região, foi fundada em 2018 no bairro de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O nome curioso é uma brincadeira com as epidemias de dengue, zika e chikungunya, que atingiram o país naquele ano.
O estabelecimento está localizado no térreo de um prédio de quatro andares. O preço das diferentes variedades de cerveja — como Pilsen, Weiss, Red Ale, IPA, Sour e Stout — varia entre R$ 10 e R$ 21. Além disso, há opções de petiscos, com valores que vão de R$ 15 a R$ 45.
Yansel Galindo, 53 anos, dono da ‘Café do bom, Cachaça da boa’ — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Yansel Galindo, 53 anos, dono da ‘Café do bom, Cachaça da boa’ — Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
Preservação do patrimônio histórico
Além de estimular a economia local, a Rua da Cerveja também garante a preservação do patrimônio histórico. A maior parte dos imóveis da região é tombada pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), e estava fechada há mais de um ano, o que poderia comprometer a sua conservação.
O projeto também conta com investimentos para obras de requalificação urbana, ampliação das calçadas e redução das faixas para veículos, além de nova iluminação e mobiliário, como mesas, bancos e cadeiras.
Confira também: